A poluição decorrente do acúmulo e sobra de tecidos da indústria têxtil é um problema. Fabricação de bolsas, roupas, tecidos de decoração acabam gerando material excedente cujo o destino incerto e o reaproveitamento levanta preocupações ambientais.

Conhecido popularmente como “couro sintético”, o laminado sintético não pode ser legalmente reconhecido dessa forma. No Brasil existe a lei 4.888/65, que determina que apenas produtos feitos em pele animal podem receber a denominação “couro”. No entanto, a versatilidade do laminado sintético, seu custo de produção e a ausência de matéria animal em seu processo de produção, atrai cada vez mais os olhos do mercado da moda.

O laminado sintético de PVC além de conseguir reproduzir fielmente tecidos de origem animal, hoje se destaca por oferecer durabilidade e a possibilidade de reciclagem de material. Esta  demanda ecológica amplamente exigida por pautas ambientais, não traz qualquer prejuízo para a qualidade e design dos produtos provenientes do processo de reaproveitamento de itens acumulados ou descartados. Mauri Ramos, gerente comercial da Antor, com vasta experiência em processos de reciclagem de matéria para calçados, explica o processo de reaproveitamento de material:

“O laminado sintético de PVC é reciclável tantas quantas vezes ele for processado.Sua composição permite isso, pois suas células não se destroem! O mercado está começando essa valorização devido aos apelos ecológicos, mas é claro que falta ainda uma divulgação maior da mídia.”

A Antor é hoje uma das empresas de vanguarda no Brasil na produção e desenvolvimento de produtos para o mercado da moda e decoração com a utilização do laminado sintético de PVC. Sua logística para reaproveitamento de material acaba fornecendo matéria prima para outras empresas de reciclagem trazerem produtos de valor para o mercado:

“ Nós não fazemos a reciclagem , mas todo nosso resíduo (aparas e refilos) são comercializados com empresas recicladoras, que fazem solas de calçados , capas de volantes, até mesmo calotas de automóveis.” conta Mauri Ramos.

O laminado sintético de PVC vêm conquistando cada vez reputação como opção sustentável, vegana e ecológica para produção de itens como mesas, cadeiras, sofás e confecção de roupas e calçados. No entanto, ainda há espaço para o desenvolvimento de políticas que aumentem o potencial reciclador deste processo de produção:

“O PVC se descartado irregularmente na Natureza ele se torna um problema , pois sua desintegração levaria cerca de 600 anos , mas com apelos (sociais e políticos), ele se torna ecologicamente correto” afirma Mauri Ramos 

Requisitos internacionais de produção do laminado vem exigindo que a indústria nacional invista e se adapte ainda mais aos requisitos e políticas preocupadas com o viés ambiental e sustentável desta matéria prima:

“ Hoje, a Europa e os EUA exigem um laminado PVC livre de uma substância chamada fithalato, ou seja , o plastificaste tem que ser de origem vegetal e não Mineral! Mas tudo isso, não impede em nada sua total reciclagem . O Mercado brasileiro , principalmente exportadores já estão se adaptando a isso .E a Antor também!” Completa Mauri Ramos.

A qualidade do laminado sintético, resultado de sua versatilidade de produção e durabilidade, já torna o material um queridinho da indústria da moda que exige grande nível de customização, prazo e design. Com o mercado cada vez mais antenado em questões ambientais e animais que preocupam o consumidor final, fica evidente o motivo para o laminado de PVC crescer como uma viabilidade ecológica de produção.